Momento II
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La Burla
Bruno Brandolino e Bibi Dória

  • 15-16 outubro, 18h30
  • MONO Lisboa

La Burla
Bruno Brandolino e Bibi Dória

  • 15-16 outubro, 18h30
  • MONO Lisboa
  • 45 min
  • M/16

Direcção e performance: Bruno Brandolino
Co-criação e performance: Bibi Dória
Desenho de iluminação e espaço: Leticia Skrycky
Figurinos: Nina Botkay
Produção Executiva: Carolina Goulart
Olhar Exterior: Bruno Moreno
Design gráfico: Maura Grimaldi
Vídeo e Fotografia: Aline Belfort
Edição de Vídeo: Ian Capillé
Apoios: Fundação GDA (PT) e Materiais Diversos (PT) através do programa de consultoria em produção Novos Materiais.
Apoio à Residência: O Espaço do Tempo (PT), Projecto 23 Milhas (PT), La Caldera (ES), O Rumo do Fumo (PT), Estúdios Victor Córdon (PT), Fórum Dança (PT), Escola Superior de Dança (PT), Casa da Dança de Almada (PT) e CAMPUS - Paulo Cunha e Silva (PT).
Parceiro Institucional Programa Garantir Cultura, República Portuguesa – Ministério da Cultura (PT)

La Burla é uma ficção coreográfica que acompanha duas figuras situadas numa realidade distópica. O encontro entre o sagrado e o profano toma forma em rituais e invocações de entidades que submergem das profundezas. Santas, bruxas, videntes, diabos, monstros e heroínas atravessam o imaginário desta peça que investiga a relação entre coreografia e ficção, activando e incorporando um repertório iconográfico medieval. Duas performers sobre um tapete amarelo elétrico contam com sua imaginação, os seus corpos e vozes para criar esta ficção coreográfica musical.

Biografias

Bibi Dória (BR) e Bruno Brandolino (UY), sediades em Lisboa, trabalham como dupla desde 2020. Cursaram o Programa Avançado de Criação em Artes Performativas II do Fórum Dança (PT), com curadoria de Sofia Dias & Vítor Roriz em 2018. As suas pesquisas artísticas lidam com as noções de ficção, arquivo e performance dentro dos campos da coreografia e da dramaturgia. Criaram a sua primeira peça de dança, La Burla, estreada em 2022 no Festival Transborda (PT). Também desenvolvem trabalhos autorais de forma independente e têm colaborado com diferentes artistas locais, tais como Miguel Pereira, Sofia Dias & Vítor Roriz, João Fiadeiro, Gustavo Ciríaco e Jajá Rolim.

Quem tem medo das emoções?
Ana Pais em conversa com Jorge Martins Rosa e Graça P. Corrêa

  • 15 outubro 2022
  • Praça José Fontana

Quem tem medo das emoções?
Ana Pais em conversa com Jorge Martins Rosa e Graça P. Corrêa

  • 15 outubro 2022
  • Praça José Fontana
  • 60 min
  • M/12

Edição: Per form ativa, Associação Cultural
Projecto apoiado por: República Portuguesa - Cultura | DGARTES - Direcção-Geral das Artes
Edição co-financiada por: Teatro Rivoli e Teatro Viriato

A pandemia Covid 19 provocou um choque emocional em todo o mundo, convulsionando a vida como a conhecíamos e contaminando a nossa experiência íntima. Embora todos queiramos esquecer e ultrapassar o que vivemos, ainda não falámos o bastante sobre as marcas que essa experiência deixou em nós. Ainda não ganhámos uma maior consciência colectiva sobre como a nossa vida privada é determinada por condicionantes políticas, mediáticas, sociais ou culturais dos acontecimentos que atravessamos. O livro Quem tem medo das emoções? reúne episódios em que esses condicionamentos são evidentes, mostrando a relação determinante entre a nossa emoção individual e as atmosferas afectivas em que estamos imersos quotidianamente, numa perspectiva de construção de futuro.
O seu propósito é tornar acessíveis uma série de conceitos e autores contemporâneos que pensam criticamente os afectos que nos podem ajudar a compreender as tramas complexas que nos tecem.
A pretexto do recente lançamento de Quem tem medo das emoções? e da inauguração da instalação/performance de Eunice Gonçalves, juntamos em conversa o investigador Jorge Martins Rosa e a encenadora e investigadora Graça P. Corrêa para trocarmos ideias sobre emoções colectivas e a sua circulação no espaço público, o impacto emocional das imagens de catástrofes nos corpos e nas mentes, contágio ao qual ninguém está imune, e ainda sobre como a arte pode activar emoções e contribuir para uma consciência colectiva destas tessituras invisíveis.
Um pensamento é suficiente para envenenar o sangue. É como um pacotinho de chá mergulhado na água a ferver. Inerte e aparentemente inofensivo, o seu conteúdo contamina o ambiente onde submerge. O aroma das plantas vai-se diluindo, serpenteando suavemente em pequenas ondas até que toda a água fica tingida. Em apenas alguns minutos todo o bule fica da mesma cor. O mesmo acontece com os pensamentos, que transformam o tom emocional do nosso corpo. Imaginemos que um pensamento negativo pipoca na nossa mente, dilui-se silenciosamente e mergulha no nosso sistema sanguíneo, sem nos darmos conta. De repente, todo o organismo fica tingido pelas cargas afectivas que esse pensamento transporta e, como um filtro, permeiam todos os nossos comportamentos e acções dali em diante. Adquirimos o tom emocional desse pensamento, mesmo que não estejamos conscientes dele. De que cor está o nosso sangue depois de meses de pensamentos sobre a morte, a doença ou o contágio em infusão constante na mente? E, mais recentemente, em que cor se transmutou ele depois de semanas de exposição a imagens de guerra non-stop? Será que a nossa inquietação vem não só do facto de o conflito estar a acontecer na Europa, mas também da repetição incessante das mesmas imagens, uma e outra vez? (cap. Varandas, Quem tem medo das emoções? p.80)


Convidados: Jorge Martins Rosa e Graça P. Corrêa

Biografias

Ana Pais é investigadora em artes performativas (Centro Estudos de Teatro, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), dramaturgista e curadora. É autora do livro O Discurso da Cumplicidade. Dramaturgias Contemporâneas (Colibri, 2004) e de Ritmos Afectivos nas Artes Performativas (Colibri, 2018). Organizou ainda a antologia Performance na Esfera Pública (Orfeu Negro, 2017) e a sua versão em inglês disponível para download gratuito em www.performativa.pt. Foi crítica de teatro no Público (2003) e no Expresso (2004). Como dramaturgista, colaborou com criadores de teatro e dança em Portugal (João Brites, Tiago Rodrigues, Sara de Castro, Rui Horta e Miguel Pereira) e, como curadora, concebeu, coordenou e produziu vários eventos de curadoria discursiva, dos quais destaca o Projecto P! Performance na Esfera Pública (Lisboa, 10 > 14 Abril de 2017).

Jorge Martins Rosa é doutorado pela Universidade NOVA de Lisboa, sendo professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação, bem como investigador no ICNOVA: Instituto de Comunicação da NOVA. Ensina sobre temáticas ligadas à cibercultura e aos media digitais, e foi investigador principal dos projectos «A Ficção e as Raízes da Cibercultura» (2010-2012) e «Redes de Participação Política no Facebook em Portugal» (2018-2022).

Graça P. Corrêa é investigadora em Ciência e Arte na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, integrada no Centro de Filosofia da Ciência-CFCUL, onde atualmente dirige projectos de investigação interdisciplinar sobre a correlação entre Teatro e Teorias da Emoção/Empatia, Sinestesia, Ecofilosofia e Ética.

Sufocada em Lágrimas
Eunice Gonçalves Duarte

  • 15-16 outubro 2022, 17h-21h
  • Coreto do Jardim Henrique Lopes de Mendonça / Praça José Fontana

Sufocada em Lágrimas
Eunice Gonçalves Duarte

  • 15-16 outubro 2022, 17h-21h
  • Coreto do Jardim Henrique Lopes de Mendonça / Praça José Fontana
  • performance duracional
  • M/12

Criação, Direcção Artística e Vídeos: Eunice Gonçalves Duarte
Cenografia: Fábio Baldo
Consultoria Técnica: Balaclava Noir
Co-criação performance: Bibi Perestrelo
Performers: Bruno Gonçalves e Eunice Gonçalves Duarte
Captação de imagem: Paulo Fajardo, Arlindo Marques, Pedro Fonseca, Manuel Ferreira, Isabel Santos, Vanessa Duarte, Inês Lopes
Residência artística: Casa de Gigante / Sertã
Apoios: DuplaCena – Festival Temps d’Images, Junta de Freguesia de Arroios, Casa de Gigante, Associação Cultural Mandriões do Vale Fértil, ADAI - Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial, Iris - Associação Nacional de Ambiente, Associação Atelier Concorde
Agradecimentos: Mário Montez, Miguel Manso, Carlos Xavier Viegas, Pedro Ferreira, Edgar Costa, João Paulo Fonseca, Ana Luísa Soares, Luís Sousa, Carlos Bento, Renato Rocha, Jorge Giro e Hermenegildo Ferreira Borges

“Sufocada em Lágrimas” pretende ser uma reflexão artística sobre os incêndios florestais e o seu impacto na paisagem do interior de Portugal. O objectivo é a criação de uma peça imersiva e sensorial que apresente a temática na sua dimensão emocional.
Os incêndios florestais que tiveram lugar nos últimos anos em Portugal, e em outras zonas do mundo, têm sido directamente relacionados com as alterações climáticas. Daí que se torne necessário incluir os incêndios florestais na perspectiva geral do clima, bem como compreender como as alterações climáticas estão a afectar directamente o modo de vida das pessoas, no seu dia-a-dia.
Nas ruas exige-se justiça climática e a União Europeia apela aos estados-membros o aceleramento da transição para energias verdes. O impacto ambiental entra também na equação económica. Em Portugal, as comunidades das zonas mais afectadas pelos fogos, e especialistas na área de incêndios florestais, têm alertado para o perigo de incêndios de grande dimensão devastarem a paisagem do país.
Apesar de haver uma compreensão geral do problema, falta a capacidade de agir sobre ele. Parte da solução pode passar por se regressar aos rituais antigos de controlo da floresta e de combate aos fogos, que se foram perdendo devido à desertificação do interior do país.
Não existem soluções práticas à vista e eu, sentada em frente ao meu ecrã de televisão, choro. Performativo o meu ritual. A minha TV permite-me ser testemunha dos incêndios enquanto me mantém segura em casa, observando à distância.
Do outro lado do ecrã, um homem desespera ao não conseguir salvar a casa onde nasceu. Ele chora. E se chorássemos juntos? Podem as nossas lágrimas produzir água suficiente para extinguir o fogo?
Sufocada em Lágrimas liga arte, tecnologia e ambiente, cruzando várias linguagens artísticas (performance, vídeo, instalação, arquitetura) e propõe trazer para o ambiente urbano a temática dos incêndios rurais, questionando a forma como se pensa e sente os incêndios florestais, os impactos socioculturais e a preservação do ambiente

Biografias

Eunice Gonçalves Duarte é graduada em Contemporary Drama (UCD/Dublin) e doutoranda em Estudos Artísticos (FL/UC). O seu trabalho cruza as artes performativas com as artes visuais e tecnológicas. Nos últimos anos, tem-se dedicado à investigação do uso de meios tecnológicos digitais na criação artística e ao impacto das imagens de baixa frequência (low-tech) na Neuroestética.
Tem apresentado trabalho artístico sobretudo na Europa, mas também nos Estados Unidos e México. Das instituições pelas quais passou destaca: Crossley Gallery/Dean Clough (Halifax,RU) V&AM/Digital Futures (Londres/RU), South Tipperary Arts Center (Clonmel, Irlanda), Abbey Theatre (Dublin, Irlanda), National Theatre of Wales (Cardiff, País de Gales), Theatre of Changes (Atenas, Grécia), M[i]MO – Museu da Imagem em Movimento (Leiria, Portugal), Dampfzentrale (Berna/Suiça), MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa, Portugal).

e depois?
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5 MAI - 19 JUN 2022
Momento I