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Momento II
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Momento II
8 OUT - 6 NOV 2022
PAISAGEM
Rodrigo Teixeira e João Cristóvão Leitão

  • 8 outubro 2022, 21h
  • 9 outubro 2022, 19h
  • CCB - Blackbox

PAISAGEM
Rodrigo Teixeira e João Cristóvão Leitão

  • 8 outubro 2022, 21h
  • 9 outubro 2022, 19h
  • CCB - Blackbox
  • 60 min
  • M/16

Direcção artística e criação: João Cristóvão Leitão e Rodrigo Teixeira
Direcção coreográfica: Rodrigo Teixeira
Interpretação: Maria Fonseca e Rodrigo Teixeira
Vídeo: João Cristóvão Leitão
Sonoplastia e operação de som: Ricardo Remédio
Desenho de luz: Ricardo Teixeira
Operação e montagem de luz: Diogo Zózimo
Produção: PURGA.companhia
Co-produção: Festival Temps d’Images e Teatro Feiticeiro do Norte
Parceiro Institucional: Fundação GDA
Apoios: Centro Cultural de Belém, Centro Musibéria, Coletivo SillySeason, Companhia Olga Roriz, Estúdios Vitor Córdon e Festival contraDANÇA


PAISAGEM assume enquanto ponto de partida o actual contexto contemporâneo, (in)directamente caracterizado por modelos relacionais onde a violência é protagonista. O mecanismo cénico sugere a ideia de laboratório onde, em constante tensão e previsível implosão, dois corpos repetem um dueto que nunca chega a acontecer.

Biografias

João Cristóvão Leitão - Licenciado em Teatro – Dramaturgia (ESTC) e mestre em Arte Multimédia – Audiovisuais (FBAUL). Desenvolve projectos instalativos e de vídeo arte, tendo colaborado com SillySeason, Rabbit Hole, Elmano Sancho, Ana Jezabel e António Torres, Teatro do Vão, João Pedro Fonseca, Rodrigo Pereira, Diego Bragà e João Estevens.

Rodrigo Teixeira - Bailarino e coreógrafo, é licenciado pela Escola Superior de Dança (ESD). Em 2018 fundou a PURGA, companhia da qual é director artístico e onde desenvolve o seu trabalho autoral. Paralelamente ao seu percurso artístico, é professor convidado na ESD e colabora com companhias de teatro nas funções de assistência coreográfica e apoio ao movimento.

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bruna prazeres
Tratado da Invenção das Coisas
Daniel Moutinho

  • 8-9 outubro 2022, 21h
  • KARNART

Tratado da Invenção das Coisas
Daniel Moutinho

  • 8-9 outubro 2022, 21h
  • KARNART
  • 105 min
  • M/14

Criação, direcção, texto e interpretação: Daniel Moutinho
Apoio à dramaturgia: Lara Mesquita
Vídeo: Vera Bibi
Cenografia: Carla Martinez
Ambiente sonoro: Nuno Veiga
Desenho de luz: Carlos Ramos
Figurinos: Miu Lapin
Produção executiva: Cláudia Teixeira
Tatuagens por: Binho Onze, Bruna Prazeres, Mirna Garcia, Sofia Nabais, Molin
Residência de criação: Trust Collective; Companhia Casa Cheia
Uma produção: Parrotrecord - associação cultural
Parceria: Karnart
Apoio: Direcção Geral das Artes | Ministério da Cultura, Fundação GDA, Self-Mistake

Tratado da Invenção das Coisas é a invenção de coisas na minha pele através de tatuagens.
Quando dizemos coisas podemos estar a referir-nos a muita coisa. As coisas são de alguma forma inomináveis, indefinidas, sem ser por esse aglomerado genérico de serem coisas (objectos, contos, ideias, matérias, imagens, projectos adiados, pensamentos, etc.). O Tratado da Invenção das Coisas é essa acumulação de pequenas narrativas tatuadas no meu corpo à medida em que fui me inventando e compreendendo.
Interessava-me o acto de inventar, inventar o meu corpo percebendo nele o que é a História Tatuagem, a minha autobiografia e a natureza das coisas, pressupondo que o que existe tinha uma natureza anterior à nossa invenção delas (pessoal e global).
Estranha invenção, esta, feita de dor.
A invenção de mim próprio, feita com agulhas e tinta.
Não existiria este corpo se não fossem estas feridas que inventei. Este corpo tatuado com os meus afectos e afectações, reais e ficcionais.
Pensava, enquanto era tatuado, que esta inscrição no meu corpo era uma forma de compreensão de mim próprio e da minha vida, mas simultaneamente uma leitura do mundo.
Posso reclamar um significado simbólico pelas imagens na minha pele, mas não estou seguro que me caiba a mim decidir. Eu não diria que sou dono das minhas tatuagens; elas estão simultaneamente em mim e para além de mim, como imagens, com histórias e conotações que o meu corpo não pode inteiramente definir.
Tratado da Invenção das Coisas é uma performance que vem dessa experiência do corpo.
Tratado da Invenção das Coisas é essa invenção de uma vida, enquanto construção de um cenário, uma enciclopédia viva do meu entendimento das coisas.

Daniel Moutinho

Biografias

Daniel Moutinho nasceu em Lisboa, em 1989.
Licenciado em Teatro pela Universidade de Évora (2007-2010). Pós- Graduado em Artes da Escrita na FCSH (2011-2013). Mestre em Arte Multimédia, especialização em Audiovisuais pela FBAUL (2014-2018). Frequentou workshops com Manuel Vason, Hancock & Kelly; Cia. Phillipe Genty e Guillermo Gomez Peña.
Criador das performances Absolutamente Falso, apresentado no FIKE em 2009; Cravo, apresentado no Festival Escrita na Paisagem em 2011; Outra Lição de Anatomia, apresentada na Exposição Internacional Tadeusz Kantor, em Évora, na exposição Máquina Tadeusz Kantor no SESC Consolação em São Paulo, e na Settimana Kantoriana, em Salerno, em 2015; e A Fila Para o Pão, apresentado em Évora, em 2020.
Foi co-criador e intérprete na peça Filhos do Retorno, do Teatro do Vestido (2017-2018).
Foi assistente de dramaturgia e tradutor de Kaite OʼReilly e Philipp Zarrilli no Festival Escrita na Paisagem 2010.
Foi assistente de encenação da peça Ocupação do Teatro do Vestido em 2019.
Curador da plataforma From My Window, com Nuno Veiga, em 2020. Formador no workshop Auto-Retrato de um Reflexo Nebuloso: entre a escrita autobiográfica e a imagem do corpo confinado, com Samara Azevedo, no 9o Festival de Artes Cénicas de Bauru, no Brasil, em 2020.

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Aline Belfort
La Burla
Bruno Brandolino e Bibi Dória

  • 15-16 outubro, 18h30
  • MONO Lisboa

La Burla
Bruno Brandolino e Bibi Dória

  • 15-16 outubro, 18h30
  • MONO Lisboa
  • 45 min
  • M/16

Direcção e performance: Bruno Brandolino
Co-criação e performance: Bibi Dória
Desenho de iluminação e espaço: Leticia Skrycky
Figurinos: Nina Botkay
Produção Executiva: Carolina Goulart
Olhar Exterior: Bruno Moreno
Design gráfico: Maura Grimaldi
Vídeo e Fotografia: Aline Belfort
Edição de Vídeo: Ian Capillé
Apoios: Fundação GDA (PT) e Materiais Diversos (PT) através do programa de consultoria em produção Novos Materiais.
Apoio à Residência: O Espaço do Tempo (PT), Projecto 23 Milhas (PT), La Caldera (ES), O Rumo do Fumo (PT), Estúdios Victor Córdon (PT), Fórum Dança (PT), Escola Superior de Dança (PT), Casa da Dança de Almada (PT) e CAMPUS - Paulo Cunha e Silva (PT).
Parceiro Institucional Programa Garantir Cultura, República Portuguesa – Ministério da Cultura (PT)

La Burla é uma ficção coreográfica que acompanha duas figuras situadas numa realidade distópica. O encontro entre o sagrado e o profano toma forma em rituais e invocações de entidades que submergem das profundezas. Santas, bruxas, videntes, diabos, monstros e heroínas atravessam o imaginário desta peça que investiga a relação entre coreografia e ficção, activando e incorporando um repertório iconográfico medieval. Duas performers sobre um tapete amarelo elétrico contam com sua imaginação, os seus corpos e vozes para criar esta ficção coreográfica musical.

Biografias

Bibi Dória (BR) e Bruno Brandolino (UY), sediades em Lisboa, trabalham como dupla desde 2020. Cursaram o Programa Avançado de Criação em Artes Performativas II do Fórum Dança (PT), com curadoria de Sofia Dias & Vítor Roriz em 2018. As suas pesquisas artísticas lidam com as noções de ficção, arquivo e performance dentro dos campos da coreografia e da dramaturgia. Criaram a sua primeira peça de dança, La Burla, estreada em 2022 no Festival Transborda (PT). Também desenvolvem trabalhos autorais de forma independente e têm colaborado com diferentes artistas locais, tais como Miguel Pereira, Sofia Dias & Vítor Roriz, João Fiadeiro, Gustavo Ciríaco e Jajá Rolim.

Quem tem medo das emoções?
Ana Pais em conversa com Jorge Martins Rosa e Graça P. Corrêa

  • 15 outubro 2022
  • Praça José Fontana

Quem tem medo das emoções?
Ana Pais em conversa com Jorge Martins Rosa e Graça P. Corrêa

  • 15 outubro 2022
  • Praça José Fontana
  • 60 min
  • M/12

Edição: Per form ativa, Associação Cultural
Projecto apoiado por: República Portuguesa - Cultura | DGARTES - Direcção-Geral das Artes
Edição co-financiada por: Teatro Rivoli e Teatro Viriato

A pandemia Covid 19 provocou um choque emocional em todo o mundo, convulsionando a vida como a conhecíamos e contaminando a nossa experiência íntima. Embora todos queiramos esquecer e ultrapassar o que vivemos, ainda não falámos o bastante sobre as marcas que essa experiência deixou em nós. Ainda não ganhámos uma maior consciência colectiva sobre como a nossa vida privada é determinada por condicionantes políticas, mediáticas, sociais ou culturais dos acontecimentos que atravessamos. O livro Quem tem medo das emoções? reúne episódios em que esses condicionamentos são evidentes, mostrando a relação determinante entre a nossa emoção individual e as atmosferas afectivas em que estamos imersos quotidianamente, numa perspectiva de construção de futuro.
O seu propósito é tornar acessíveis uma série de conceitos e autores contemporâneos que pensam criticamente os afectos que nos podem ajudar a compreender as tramas complexas que nos tecem.
A pretexto do recente lançamento de Quem tem medo das emoções? e da inauguração da instalação/performance de Eunice Gonçalves, juntamos em conversa o investigador Jorge Martins Rosa e a encenadora e investigadora Graça P. Corrêa para trocarmos ideias sobre emoções colectivas e a sua circulação no espaço público, o impacto emocional das imagens de catástrofes nos corpos e nas mentes, contágio ao qual ninguém está imune, e ainda sobre como a arte pode activar emoções e contribuir para uma consciência colectiva destas tessituras invisíveis.
Um pensamento é suficiente para envenenar o sangue. É como um pacotinho de chá mergulhado na água a ferver. Inerte e aparentemente inofensivo, o seu conteúdo contamina o ambiente onde submerge. O aroma das plantas vai-se diluindo, serpenteando suavemente em pequenas ondas até que toda a água fica tingida. Em apenas alguns minutos todo o bule fica da mesma cor. O mesmo acontece com os pensamentos, que transformam o tom emocional do nosso corpo. Imaginemos que um pensamento negativo pipoca na nossa mente, dilui-se silenciosamente e mergulha no nosso sistema sanguíneo, sem nos darmos conta. De repente, todo o organismo fica tingido pelas cargas afectivas que esse pensamento transporta e, como um filtro, permeiam todos os nossos comportamentos e acções dali em diante. Adquirimos o tom emocional desse pensamento, mesmo que não estejamos conscientes dele. De que cor está o nosso sangue depois de meses de pensamentos sobre a morte, a doença ou o contágio em infusão constante na mente? E, mais recentemente, em que cor se transmutou ele depois de semanas de exposição a imagens de guerra non-stop? Será que a nossa inquietação vem não só do facto de o conflito estar a acontecer na Europa, mas também da repetição incessante das mesmas imagens, uma e outra vez? (cap. Varandas, Quem tem medo das emoções? p.80)


Convidados: Jorge Martins Rosa e Graça P. Corrêa

Biografias

Ana Pais é investigadora em artes performativas (Centro Estudos de Teatro, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), dramaturgista e curadora. É autora do livro O Discurso da Cumplicidade. Dramaturgias Contemporâneas (Colibri, 2004) e de Ritmos Afectivos nas Artes Performativas (Colibri, 2018). Organizou ainda a antologia Performance na Esfera Pública (Orfeu Negro, 2017) e a sua versão em inglês disponível para download gratuito em www.performativa.pt. Foi crítica de teatro no Público (2003) e no Expresso (2004). Como dramaturgista, colaborou com criadores de teatro e dança em Portugal (João Brites, Tiago Rodrigues, Sara de Castro, Rui Horta e Miguel Pereira) e, como curadora, concebeu, coordenou e produziu vários eventos de curadoria discursiva, dos quais destaca o Projecto P! Performance na Esfera Pública (Lisboa, 10 > 14 Abril de 2017).

Jorge Martins Rosa é doutorado pela Universidade NOVA de Lisboa, sendo professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação, bem como investigador no ICNOVA: Instituto de Comunicação da NOVA. Ensina sobre temáticas ligadas à cibercultura e aos media digitais, e foi investigador principal dos projectos «A Ficção e as Raízes da Cibercultura» (2010-2012) e «Redes de Participação Política no Facebook em Portugal» (2018-2022).

Graça P. Corrêa é investigadora em Ciência e Arte na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, integrada no Centro de Filosofia da Ciência-CFCUL, onde atualmente dirige projectos de investigação interdisciplinar sobre a correlação entre Teatro e Teorias da Emoção/Empatia, Sinestesia, Ecofilosofia e Ética.

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Eunice Gonçalves Duarte
Sufocada em Lágrimas
Eunice Gonçalves Duarte

  • 15-16 outubro 2022, 17h-21h
  • Coreto do Jardim Henrique Lopes de Mendonça / Praça José Fontana

Sufocada em Lágrimas
Eunice Gonçalves Duarte

  • 15-16 outubro 2022, 17h-21h
  • Coreto do Jardim Henrique Lopes de Mendonça / Praça José Fontana
  • performance duracional
  • M/12

Criação, Direcção Artística e Vídeos: Eunice Gonçalves Duarte
Cenografia: Fábio Baldo
Consultoria Técnica: Balaclava Noir
Co-criação performance: Bibi Perestrelo
Performers: Bruno Gonçalves e Eunice Gonçalves Duarte
Captação de imagem: Paulo Fajardo, Arlindo Marques, Pedro Fonseca, Manuel Ferreira, Isabel Santos, Vanessa Duarte, Inês Lopes
Residência artística: Casa de Gigante / Sertã
Apoios: DuplaCena – Festival Temps d’Images, Junta de Freguesia de Arroios, Casa de Gigante, Associação Cultural Mandriões do Vale Fértil, ADAI - Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial, Iris - Associação Nacional de Ambiente, Associação Atelier Concorde
Agradecimentos: Mário Montez, Miguel Manso, Carlos Xavier Viegas, Pedro Ferreira, Edgar Costa, João Paulo Fonseca, Ana Luísa Soares, Luís Sousa, Carlos Bento, Renato Rocha, Jorge Giro e Hermenegildo Ferreira Borges

“Sufocada em Lágrimas” pretende ser uma reflexão artística sobre os incêndios florestais e o seu impacto na paisagem do interior de Portugal. O objectivo é a criação de uma peça imersiva e sensorial que apresente a temática na sua dimensão emocional.
Os incêndios florestais que tiveram lugar nos últimos anos em Portugal, e em outras zonas do mundo, têm sido directamente relacionados com as alterações climáticas. Daí que se torne necessário incluir os incêndios florestais na perspectiva geral do clima, bem como compreender como as alterações climáticas estão a afectar directamente o modo de vida das pessoas, no seu dia-a-dia.
Nas ruas exige-se justiça climática e a União Europeia apela aos estados-membros o aceleramento da transição para energias verdes. O impacto ambiental entra também na equação económica. Em Portugal, as comunidades das zonas mais afectadas pelos fogos, e especialistas na área de incêndios florestais, têm alertado para o perigo de incêndios de grande dimensão devastarem a paisagem do país.
Apesar de haver uma compreensão geral do problema, falta a capacidade de agir sobre ele. Parte da solução pode passar por se regressar aos rituais antigos de controlo da floresta e de combate aos fogos, que se foram perdendo devido à desertificação do interior do país.
Não existem soluções práticas à vista e eu, sentada em frente ao meu ecrã de televisão, choro. Performativo o meu ritual. A minha TV permite-me ser testemunha dos incêndios enquanto me mantém segura em casa, observando à distância.
Do outro lado do ecrã, um homem desespera ao não conseguir salvar a casa onde nasceu. Ele chora. E se chorássemos juntos? Podem as nossas lágrimas produzir água suficiente para extinguir o fogo?
Sufocada em Lágrimas liga arte, tecnologia e ambiente, cruzando várias linguagens artísticas (performance, vídeo, instalação, arquitetura) e propõe trazer para o ambiente urbano a temática dos incêndios rurais, questionando a forma como se pensa e sente os incêndios florestais, os impactos socioculturais e a preservação do ambiente

Biografias

Eunice Gonçalves Duarte é graduada em Contemporary Drama (UCD/Dublin) e doutoranda em Estudos Artísticos (FL/UC). O seu trabalho cruza as artes performativas com as artes visuais e tecnológicas. Nos últimos anos, tem-se dedicado à investigação do uso de meios tecnológicos digitais na criação artística e ao impacto das imagens de baixa frequência (low-tech) na Neuroestética.
Tem apresentado trabalho artístico sobretudo na Europa, mas também nos Estados Unidos e México. Das instituições pelas quais passou destaca: Crossley Gallery/Dean Clough (Halifax,RU) V&AM/Digital Futures (Londres/RU), South Tipperary Arts Center (Clonmel, Irlanda), Abbey Theatre (Dublin, Irlanda), National Theatre of Wales (Cardiff, País de Gales), Theatre of Changes (Atenas, Grécia), M[i]MO – Museu da Imagem em Movimento (Leiria, Portugal), Dampfzentrale (Berna/Suiça), MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa, Portugal).

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Fabiola Morais
ƎSPÉCIE
Valéria Braga, Rodrigo Cunha, Kleber Dâmaso

  • 20-21 outubro 21h30
  • HANGAR Campolide

ƎSPÉCIE
Valéria Braga, Rodrigo Cunha, Kleber Dâmaso

  • 20-21 outubro 21h30
  • HANGAR Campolide
  • 55 min
  • M/12

direcção: valéria braga
performance: rodrigo cunha
pesquisa de movimento: kleber dâmaso
produção executiva: guilherme wohlgemuth
assessoria de comunicação: larissa mundim
design gráfico: nicolás gualtieri
apoio: casa 107 vivace

ƎSPÉCIE não remete ao identificável, mas ao que nos pertence e que desconhecemos. Ao instante improvável em que o visível toca, atravessa e se confunde com o invisível. Sua dramaturgia se estrutura por subtrações, a experiência estética se instala como um desafio. Seu primeiro movimento é o da escuridão que invade os espaços do olhar de quem observa. Um convite ao mergulho e à imersão num território dos possíveis. Em busca de outros modos de ver, de vivenciar ausências como campos do saber que ainda estão por se reconhecer, e por meio delas tentar praticar algum silêncio como fala colectiva. De maneira improvável, acender o clarão que estala desse encontro íntimo e presencial com um corpo em estado contínuo de transformação e metamorfose, em sucessivos actos de abandono, de construção e desmoronamento, de aparição e desaparição. Encontro com um corpo aberto que escapa às acomodações identitárias e às significações, mas cria um universo onde imagens são encarnadas e presentificadas. A exemplo do animal, da mulher e do ancião, que entre outras se embaralham como um carrossel, numa trajetória difusa, num fluxo que transpassa os olhares na duração precisa do acto de investigação do corpo performer, pelo próprio corpo do performer. Que ao transitar por estados sensório-perceptivos explicita a capacidade única e singular de transubstanciação de suas materialidades, de exteriorizar em acções os líquidos de dentro - a saliva, o suor, as lágrimas. o vazio da sala faz o barulho de engolir a saliva parecer um sapo. Um momento de estarrecimento: quem observa quem? O trabalho se propõe a se abster de qualquer artifício, inclusive habituais recursos técnicos do teatro, para que cada movimento, ou ato cénico, concentre a atenção nas dinâmicas e particularidades do corpo e suas relações com o espaço. ƎSPÉCIE é uma aventura da vida fincada na sua superfície, das forças do existir na sua condição múltipla, misteriosa, estranha de estar em frente, íntima e abertamente ao que é vivo e pulsional.

Conversa informal após o primeiro espectáculo.

Biografias

Valéria Braga - Artista e investigadora multidisciplinar. Directora de teatro e atriz com experiência em cinema e acções performáticas. Há mais de quinze anos dedica-se à manutenção de espaços autónomos para formação e produção artística. Mestre em Performances Culturais e especialista em História Cultural pela UFG. Formada em Psicologia pela PUC-GO. A convite da UEG, foi responsável pela concepção e coordenação do projecto de extensão - Memória Roubada, quando busca, de forma transdisciplinar, na arte escultórica de Ana Maria Pacheco e direcção de Hugo Rodas, fomentar uma experiência de fricção entre as artes. Foi Destaque Cultural do Estado de Goiás em 2018.

Rodrigo Cunha - Actor, bailarino, professor, director e argumentista. Formado em Artes Cénicas pela UFG. Ao falar sobre a sua trajectória, costuma frisar que não se recorda com precisão o início da sua paixão pelo teatro, mas reitera a certeza de que nunca irá parar de se dedicar à arte de representar. Parceiro assíduo de investigação e criação de Valéria Braga desde a implementação da Vivace, na manutenção da Casa 107 e estrutura do Grupo Cabeça de Vaca, inclusive em montagens como Bodas, Azul Esgotado, Dúplice e Hábitos Noturnos. Entre os diversos artistas com quem tem colaborado e contracenado destacam-se Érica Bearlz, Rodrigo Cruz, Fernanda Pimenta e Elena Diego, os cineastas Daniel Calill, Fabrício Cordeiro e Isaac Brum, e os realizadores Júlio Van, Samuel Baldani e Hugo Rodas.

Kleber Dâmaso - Artista, investigador e jardineiro, com experiência em gestão e produção. Aluno do programa de doutoramento em Artes Cénicas da UNB. Professor da Escola de Música e Artes Cénicas da UFG, onde coordena o programa de residências transestéticas - Conexão Samambaia e a mostra expandida de artes – Manga de Vento, frutos do seu compromisso com a dinamização dos circuitos de difusão do campo ampliado das artes no seu contexto.

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Co-pacabana
CORTEJO
Tiago Cadete e Solange Freitas

  • 22 outubro 2022, 18h
  • Auditório do Museu Coleção Berardo

CORTEJO
Tiago Cadete e Solange Freitas

  • 22 outubro 2022, 18h
  • Auditório do Museu Coleção Berardo
  • 40 min
  • M/12

Criação e performance: Solange Freitas e Tiago Cadete
Vídeo: Solange Freitas, Tiago Cadete e Afonso Sousa
Figurinista: Carlota Lagido
Produtora: Ana Lobato
Assessoria de imprensa: Mafalda Simões
Fotografia: Manuel Castro
Produção: Co-pacabana
Residência: Espaço do Tempo / Mala Voadora
Apoio: Câmara Municipal do Porto / Criatório; República Portuguesa - Cultura / dgartes; Temps D'images; Citemor
Agradecimentos: Biblioteca Municipal Almeida Garrett; PING! Galeria Municipal do Porto

CORTEJO é um filme/livro guiado que parte da performance realizada nos Jardins do Palácio de Cristal, local onde foi realizada a Exposição Colonial Portuguesa de 1934, através da qual os espaços e ideias da exposição são tensionados pela ausência dos edifícios e dos corpos ou pela sua substituição através de novas temáticas. A evocação das ruínas ou dos espaços vazios são a lógica que opera todo o percurso.

Biografias

Solange Freitas e Tiago Cadete são os criadores do CORTEJO. Com formação académica na área artística, ambos desenvolvem trabalhos que lidam com questões de identidade, história e memória. Solange criou em colaboração com Catarina Vieira: Lá e Cá, Temporária, Fora de Jogo. O Festim. Dirigiu Real Dog. Tiago Cadete criou ATLÂNTICO; FIUME; CICERONE; ENTREVISTAS; ALLA PRIMA. Ambos colaboraram com diversos criadores portugueses.

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Ana Viotti
SE TE PORTARES BEM, VAMOS AO McDONALD'S!
Mário Coelho

  • 27-29 outubro, 19h30
  • 30 outubro, 17h30
  • TBA - Teatro do Bairro Alto

SE TE PORTARES BEM, VAMOS AO McDONALD'S!
Mário Coelho

  • 27-29 outubro, 19h30
  • 30 outubro, 17h30
  • TBA - Teatro do Bairro Alto
  • 135 min
  • M/16

Texto e Encenação: Mário Coelho
Interpretação: Cleo Diára, Inês Vaz, Mariana Guarda, Mariana Pacheco de Medeiros, Pedro Baptista e Rita Rocha Silva
Assistência de encenação: Miguel Cravo
Cenografia: Joana Subtil
Desenho de luz: Manuel Abrantes
Vídeo: Mário Coelho e Temper. Creative Agency
Sonoplastia: Filipe Baptista
Produção: Leonardo Garibaldi
Apoio à Produção: Rita Branco
Co-produção: Festival Temps D’Images e Teatro do Bairro Alto
Residência de co-produção: O Espaço do Tempo
Apoio: Câmara Municipal de Lisboa, Devir Capa, Inestética – Associação Cultural de Novas Ideias e República Portuguesa – Cultura | Direção-Geral das Artes
Fotografias: Ana Viotti

A partir de hoje, toda a gente tem a possibilidade de recrutar uma pessoa para obedecer às suas vontades, desejos, sonhos. Aquele irmão que sempre quis ter? Aquele avô que já partiu, e a quem gostava de dar um último abraço? Está solteiro, mas quer levar alguém como acompanhante a um casamento? Agora é possível. Na nossa empresa temos pessoas prontas e disponíveis para personificar tudo aquilo de que precisar. A única regra: nenhuma vida poderá ser posta em risco.

Biografias

Se te portares bem, vamos ao McDonald’s é a nova criação de Mário Coelho, que no ano passado recebeu o Prémio Revelação AGEAS/ TNDMII. Trabalhou com Mariana Ferreira, Pedro Baptista, Pedro Gil, Pedro Saavedra, Silvestre Correia e Tiago Vieira, entre outros. Entre as suas criações mais recentes, contam-se I’M SO EXCITED!, I’M STILL EXCITED!, É Difícil Para Mim Dançar!, FUCK ME GENTLY! e Lisbon Sisters.

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Rita Delgado e Diana Narciso
Miopia
Rita Delgado

  • 4-5 novembro, 21h
  • 6 novembro, 16h
  • CAL / Primeiros Sintomas

Miopia
Rita Delgado

  • 4-5 novembro, 21h
  • 6 novembro, 16h
  • CAL / Primeiros Sintomas
  • 90 min
  • M/14

Criação e texto: Rita Delgado
Interpretação: Diana Narciso, Diogo Rodrigues, Rita Delgado e Stephany Malpica
Apoio à criação: Diana Narciso e Lara Mesquita
Sonoplastia e música ao vivo: Diogo Rodrigues
Cenografia: Carla Martinez
Desenho de luz: Diana dos Santos
Produção: Sofia Estriga
Apoios: DGArtes - Governo de Portugal, Fundação GDA, Festival Temps D’images, Companhia Casa Cheia
Residências de co-produção: O Espaço do Tempo; DeVIR/CAPa

Neste espectáculo, assistimos à gravação do 500º episódio de «MiaPia», um popular programa televisivo.
Entre momentos de culinária, convidados inusitados e rúbricas de tarot, acompanhamos Mia e a sua dificuldade em relacionar-se com alguns dos mais prementes problemas mundiais: questões ambientais, desigualdade social, desigualdade de género, racismo estrutural, guerras e (blá, blá, blá) - Não é isto que por vezes tendemos a “ver” nesta enumeração? Um "blá-blá'' vago e fosco?
Porquê?
Ao 500º programa, Mia vai desafiar o reflexo míope de desfocar o olhar e, apesar das dores nos olhos e no peito, explora corajosamente o alcance e os limites da sua visão.
Sejam bem-vindos ao MiaPia, o vosso programa da noite!

Biografias

Rita Delgado é licenciada pela ESTC – Ramo Actores (2014/2017). Em 2014 co-criou o espectáculo REUNIÃO DA SALA 3, em cena no Teatro Rápido (Lisboa). Na temporada de 2017/2018 integrou, na qualidade de actriz estagiária, o elenco do TNDM II, tendo a oportunidade de colaborar em várias produções das quais destaca “Casimiro e Carolina”, de Odon Von Hórvath, encenação de Tónan Quito. Em 2019, trabalhou com Lígia Soares na leitura encenada de “A Mancha”, de Lúcia Pires e “O Elefante ou o inevitável caminho do esquecimento”, de Henrique Bispo, ambos em cena no TNDM II. Fundou, em 2019, a associação cultural Delicate Dinosaur, que dirige desde então. Em Outubro de 2020, estreou o espectáculo FIM, uma co-criação sua em conjunto com João Estima, no CAL - Primeiros Sintomas, inserida na programação do Festival Temps D'Images. Em 2022 estreou o espectáculo AS ESTRELAS QUE HOJE VEMOS JÁ MORRERAM HÁ 100 ANOS, uma co-criação sua com Diana Narciso, em cena na Escola do Largo (Lisboa), Teatro Sá da Bandeira (Santarém) e Cine Teatro de Almeirim. Em Junho de 2022, co-criou UMA HORA, um espectáculo site-specific de curta duração, inserido no URGE Glookal Fest (Póvoa de Varzim). Participou como actriz em todas as criações. Actualmente trabalha na sua primeira criação a solo, o espectáculo MIOPIA, que estreará em Lisboa, em Novembro de 2022, inserido na programação do Festival Temps D’Images, e que conta com apresentações no Cine-Teatro Louletano (Loulé) e no Teatro Sá da Bandeira (Santarém).

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Pieroni Calado
LEBRE
Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins

  • 5-6 novembro 2022, 21h30
  • Musicbox Lisboa

LEBRE
Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins

  • 5-6 novembro 2022, 21h30
  • Musicbox Lisboa
  • 60 min
  • M/12

Concepção, dramaturgia, encenação, interpretação: Alexandre Pieroni Calado
Concepção, criação plástica, direcção musical, interpretação: João Ferro Martins
Texto original: José Miranda Justo
Co-criação musical e interpretação: Raquel Pimpão
Sofia Queiroz
Design gráfico vídeo e livro: Catarina Vasconcelos, Margarida Rêgo
Direcção Técnica: Sandro Esperança
Design de Comunicação: Miguel Pacheco Gomes
Produção Executiva: Marta Frade
Produção: A+ /Artes e Engenhos
Financiamentos: DGArtes/Governo de Portugal, CMAlmada
Apoios: Latoaria,FCT-UNL, malavoadora, Duplacena, Damas, Primeiros Sintomas, RDP Antena 2, RDP África.

LEBRE - Lances de Hermes é um espectáculo da palavra enquanto imagem-tempo, de hip-hop filosófico, de teatro de cabaret para os cidadãos digitais. O projecto toma como ponto de partida a ideia de que estamos numa era da velocidade e da comunicabilidade, que são atributos da figura mitológica de Hermes; sob outra perspectiva, assume um diagnóstico de inflação hermética, na medida em que a cultura contemporânea do ocidente sofre de manipulação da informação, de dissolução de valores, de co-modificação da cultura e das artes. Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins aprofundam neste projecto uma reflexão sobre o tempo presente a partir da revisitação da tradição greco-latina já encetada em O Declive e a Inclinação – Fragmentos do mito de Sísifo e A Morte nos Olhos – sobre o mito de Perseu e Medusa. Agora, Lebre – Lances de Hermes é um oratório-downtempo que investiga criativamente o ambíguo ascendente de Hermes na nossa época, em especial o dinamismo compulsivo e a acelerada dispersão dos regimes de verdade.

Biografias

João Ferro Martins nasceu em Santarém. Trabalha como artista visual, sonoro e performativo. Licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design (IPL Caldas da Rainha). Produção tridimensional e questões relacionadas com pintura e música formam a base do seu trabalho, bem como acções que envolvem teatro, performance e filme. Participou em inúmeras exposições individuais e colectivas e nas artes performativas tem colaborado com Alexandre Pieroni Calado, Gonçalo Alegria, Andresa Soares, Vera Mantero, Mala Voadora, entre outros. É fundador, juntamente com Hugo Canoilas, do colectivo A kills B e faz parte dos projectos musicais CATARATA e Casal do Leste.

Alexandre Pieroni Calado nasceu em Lisboa, faz e investiga sobre teatro. Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema (Lisboa) e na Escola de Comunicação e Artes (São Paulo). Está envolvido num ciclo de projectos de pesquisa, criação e difusão em torno do enraizamento da violência na matriz cultural greco-latina, no âmbito do qual apresentou A Parede (2019), A Morte nos Olhos (2018) e O Declive e a Inclinação (2016). De entre as criações recentes destaca Kaspar: Palavra Soprada (2017), espectáculo de auto-teatro que simula a experiência de assistir a uma encenação de Kaspar, de Peter Handke, do lugar do ponto, A Arte Degenera à Medida que se Aproxima do Teatro (2017), performance duracional com manifestos de artistas do século XX, e como um conjunto de recriações de encenações portuguesas do século vinte, com Dramas de Princesas. A Morte e a Donzela (2015), Woyzeck 1978 (2014), Quarteto (2013) e Pregação (2012).

e depois?
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5 MAI - 19 JUN 2022
Momento I