14º Festival
de artes em
movimento
 

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CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal
27 out a 2 nov – 19h45
CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal
27 out a 2 nov – 19h45
ESPETÁCULO — ESTREIA NACIONAL
Fever Room
Apichatpong Weerasethakul
São Luiz Teatro Municipal
29 e 30 out – 15h /17h / 22h
CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal
27 out a 2 nov – 19h45
 
ESPETÁCULO — ESTREIA NACIONAL
Fever Room
Apichatpong Weerasethakul
São Luiz Teatro Municipal
29 e 30 out – 15h /17h / 22h
ENCONTRO COM:
Apichatpong Weerasethakul
Susana de Sousa Dias e André Príncipe
São Luiz Teatro Municipal
30 out – 18h30
CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal
27 out a 2 nov – 19h45
CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal
27 out a 2 nov – 19h45
CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal
27 out a 2 nov – 19h45
CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal
27 out a 2 nov – 19h45
ESPETÁCULO - ESTREIA ABSOLUTA
A Voz Humana

João Paulo Santos / Lúcia Lemos / Vasco Araújo / Jean Paul Bucchieri
São Luiz Teatro Municipal
3, 5, 7 e 11 nov – 18h30
   
ESPETÁCULO - ESTREIA ABSOLUTA
A Voz Humana

João Paulo Santos / Lúcia Lemos / Vasco Araújo / Jean Paul Bucchieri
São Luiz Teatro Municipal
3, 5, 7 e 11 nov – 18h30
   
ESPETÁCULO - ESTREIA ABSOLUTA
A Voz Humana

João Paulo Santos / Lúcia Lemos / Vasco Araújo / Jean Paul Bucchieri
São Luiz Teatro Municipal
3, 5, 7 e 11 nov – 18h30
   
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Vera Mantero
Teatro da Trindade
10 a 13 nov
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Miguel Gonçalves Mendes
Teatro da Trindade
10 a 13 nov
INSTALAÇÃO VÍDEO
Il Distacco
Luciana Fina

Teatro da Trindade
10 a 13 nov

ESPETÁCULO
Triste Ensaio sobre a Beleza
Mara Andrade

Teatro da Trindade
10 nov – 21h
ESPETÁCULO - ESTREIA ABSOLUTA:
Soundscope II
Ekco Deck / Jorge Quintela

Teatro da Trindade
10 nov – 22h30
 
ESPETÁCULO - ESTREIA ABSOLUTA
A Voz Humana

João Paulo Santos / Lúcia Lemos / Vasco Araújo / Jean Paul Bucchieri
São Luiz Teatro Municipal
3, 5, 7 e 11 nov – 18h30
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Vera Mantero
Teatro da Trindade
10 a 13 nov
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Miguel Gonçalves Mendes
Teatro da Trindade
10 a 13 nov

INSTALAÇÃO VÍDEO
Il Distacco
Luciana Fina

Teatro da Trindade
10 a 13 nov
ESPETÁCULO - EM RETROSPETIVA:
O Duplo
Mala Voadora

Teatro da Trindade
11 nov - 21h
 
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Vera Mantero
Teatro da Trindade
10 a 13 nov
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Miguel Gonçalves Mendes
Teatro da Trindade
10 a 13 nov
INSTALAÇÃO VÍDEO
Il Distacco
Luciana Fina

Teatro da Trindade
10 a 13 nov

ENCONTRO
Temps d'Images Lisboa em retrospectiva
Mónica Guerreiro

Teatro da Trindade
12 nov – 18h30
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Vídeo Screening / João Telmo e FJ Ossang
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
 
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Vera Mantero
Teatro da Trindade
10 a 13 nov
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Curso de Silêncio
Miguel Gonçalves Mendes
Teatro da Trindade
10 a 13 nov
INSTALAÇÃO VÍDEO
Il Distacco
Luciana Fina

Teatro da Trindade
10 a 13 nov

INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Programa / Bregas (vários artistas)
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
   
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Programa / Bregas (vários artistas)
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
   
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Programa / Bregas (vários artistas)
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
   
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Programa / Bregas (vários artistas)
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA NACIONAL
SÃO LUIZ FORA DE PORTAS
Capture Practice
Arkadi Zaides

Palácio Príncipe Real
16 a 27 nov (abertura 16 nov - 19h)
ENCONTRO COM
Arkadi Zaides
Nuno Crespo

Palácio Príncipe Real
16 nov - 20h
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Programa / Bregas (vários artistas)
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA NACIONAL
SÃO LUIZ FORA DE PORTAS
Capture Practice
Arkadi Zaides

Palácio Príncipe Real
16 a 27 nov (abertura 16 nov - 19h)
 
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Programa / Bregas (vários artistas)
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA NACIONAL
SÃO LUIZ FORA DE PORTAS
Capture Practice
Arkadi Zaides

Palácio Príncipe Real
16 a 27 nov (abertura 16 nov - 19h)
ESPETÁCULO
Terrarium
André Uerba

Espaço Alkantara
18 a 20 nov - 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA ABSOLUTA
o jardim dos caminhos que se bifurcam
João Cristóvão Leitão

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - EM RETROSPETIVA
Chant Portraits
Luciana Fina

Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
VÍDEO ARTE
Programa / Bregas (vários artistas)
Palácio Príncipe Real
12 a 27 nov - 17h às 21h
INSTALAÇÃO VÍDEO - ESTREIA NACIONAL
SÃO LUIZ FORA DE PORTAS
Capture Practice
Arkadi Zaides

Palácio Príncipe Real
16 a 27 nov (abertura 16 nov - 19h)
ESPETÁCULO
Terrarium
André Uerba

Espaço Alkantara
18 a 20 nov - 21h
 

ESPETÁCULO DE ABERTURA TEMPS D’IMAGES LISBOA — ESTREIA NACIONAL


Fever Room
Apichatpong Weerasethakul
São Luiz Teatro Municipal (Palco da Sala Luis Miguel Cintra)
29 e 30 outubro – 15h / 17h / 22h


Compre o seu bilhete aqui

Fever Room surge no seguimento do filme Cemitério do Esplendor*. Fora do seu contexto habitual de trabalho Apichatpong põe em causa o lugar do espectador no espaço de apresentação do cinema e no espaço teatral. Nesta projecção performance, Jenjira (Jen) e Banlop (Itt), protagonistas do filme, e presenças regulares noutros projetos de Apichatpong, voltam a conduzir o espetador numa narrativa composta por camadas de realidade e ficção. Em Cemitério do Esplendor* e em Fever Room, Apichatpong mistura as suas próprias memórias com as memórias dos atores. Aqui, as pessoas refugiam-se nos seus sonhos, enquanto a sua terra colapsa, eco da presente ditadura militar na Tailândia. Itt e Jen partilham as suas memórias, entre si. Falam de um sítio desprovido de luz. Descrevem um território e as suas histórias, prestes a desaparecer.

Após a estreia europeia em maio, no kunstenfestivaldesarts e passagem pelo Steirischer Herbst - Festival of new art em Graz, esta é a última oportunidade para ver Fever Room na Europa.

FEVER ROOM - A PROJECTION PERFORMANCE BY APICHATPONG WEERASETHAKUL, 2015
Duração 80 minutos
Elenco Jenjira Pongpas, Banlop Lomnoi, Teenagers of Nabua
Assistente de realização Sompot Chidgasornpongse
Director de fotografia Chatchai Suban
Assistente de câmara Thanayos Roopkhajorn
Direcão de produção Chai Siris
Designer Visual Rueangrit Suntisuk (Duck Unit)
Desenho de luz Pornpan Arayaveerasid
Desenho de som Koichi Shimizu & Akritchalerm Kalayanamitr
Assistente de som Chalermrat Kaweewattana
Departamento financeiro Parichart Pu-aree
Post Supervisor Lee Chatametikool
Produzido por Asian Arts Theatre
Estreia mundial em Gwangju, South Korea, Asian Arts Theatre, 4 Setembro, 2015
Co-apresentação São Luiz/Temps d'images Lisboa e o Theatre Nanterre-Amandiers/ Festival d'Automne Paris.

          
 

Excerto de entrevista de Barbara Turquier, a Apichatpong Weerasethakul

Uma das fotografias de apresentação do espetáculo mostra um feixe de luz ofuscante de um projetor. A luz é um tema predominante no seu trabalho, desde os olhos vermelhos do Tio Boonmee na exposição Photophobia, passando pelas luzes monocromáticas do Cemitério do Esplendor*... O que significa, para si, esta imagem do projetor? Na sua definição, o espetáculo é apresentado como uma performance de projeção. Pode explicar-nos um pouco esta categoria de espetáculo?
Interessa-me sempre a maneira como se interpreta a luz – natural e artificial. Ambas têm sentido diferente para cada um de nós. Isso tem também a ver com a nossa perceção da realidade e da ficção. A exposição Photophobia surgiu a partir destas reflexões. Em todo o caso, a luz é, ao mesmo tempo, uma fonte de criação e de destruição; apresentando sentidos diferentes, é, portanto, usada para manipular, para controlar. O cinema é uma forma de ilusão muito rudimentar. Porém, cedemos sempre, e em muitos momentos, a essa ilusão. Em Fever Room e no Cemitério do Esplendor* existem todos os tipos de ilusões, tanto físicos como metafóricos. Com esta imagem, onde enfrentamos o projetor, quero evocar a relação do homem com a luz, na caverna, e do homem com o cinema, no teatro.

Como vê a relação entre Cemitério do Esplendor e Fever Room? Trata-se de obras gémeas, de uma adaptação, de uma variação sobre o mesmo tema, da mesma história?
Fever Room é uma extensão do Cemitério do Esplendor*. Tal como no filme, em Fever Room existem duas personagens que partilham os seus sonhos. Passei de uma narrativa linear para a abstração. O espetáculo começa com um soldado, Itt, que toma conhecimento de lugares e objetos através das memórias de Jen. Faço também referência a uma outra história em que Itt vem de um futuro onde não há luz. Neste futuro, as barragens hidroeléctricas pararam de funcionar porque os rios secaram. A sua missão é converter o sonho de Jen em energia. Este é o cenário que imaginei durante as filmagens. No entanto, no fim do espetáculo, não sei se o público se vai lembrar dessa história, apesar de ter sido uma experiência interessante.

Uma diferença essencial entre o teatro e o cinema é a sua relação com o presente. O seu filme está profundamente preocupado com a memória, com a emergência do passado no presente. Ao mesmo tempo, as filmagens de um filme são por si só uma espécie de performance. O contexto da representação surge como uma oportunidade para experimentar novas ideias?
Esta é a primeira vez que trabalho com elementos vivos. De qualquer maneira, abordo sempre o espetáculo como um filme. Normalmente, não gosto da representação ao vivo, como criador e como espectador. No teatro, há uma fronteira entre realidade e a ficção, que é, por vezes, muito visível e outras menos. Mas no cinema, tudo é falso, tudo é ilusão – uma luz numa superfície plana. A natureza do cinema é mais ingénua e eu sinto-me confortável com isso. E como no cinema todos os elementos são encenados, programados com antecedência, a verdadeira performance, para mim, ocorre durante a montagem e alguns dias antes do espetáculo, quando calibramos o som para cada espaço, quando transformamos uma sala de teatro em cinema.

Dizia que em Cemitério do Esplendor não se fixou em nenhuma regra, mas que tentou explorar os limites do cinema. Transpor este filme para outro media permitiu libertar-se de algumas das restrições do cinema?
Na verdade, fazer o Fever Room fez-me refletir sobre o cinema. Como dizia, cada vez mais considero o momento de fazer um filme como uma performance. Penso que o público vai concordar que Fever Room está mais perto do cinema expandido. Espero que o público veja as filmagens próximas do rio e na caverna como a verdadeira performance. O público simplesmente vê através da tela durante a projeção. Posso dizer que os espectadores são os atores. Assim, é lógico que eles estejam no palco.

Desenvolveu vários projetos ligados ao mundo da arte, das exposições e das instalações. O que é que o leva a este tipo de trabalho? E como concebe as ligações entre os seus diferentes trabalhos?
Fazer uma longa-metragem demora muito tempo. Há muitas regras, tais como a extensão, a planificação do orçamento, o estado do público (sentado no escuro como “zombies”) gosto destas regras, mas elas podem limitar a criatividade, portanto, desvio para as artes visuais. O cinema é uma forma plana onde eu posso experimentar uma explosão de emoções. Porém, as instalações são geralmente mais livres, quando se quer convidar o público para uma viagem. Há um diálogo entre as duas práticas, como as variações numa música. Penso que preciso das duas para me exprimir. Fever Room é uma mistura das duas.

A situação política conturbada na Tailândia esteve presente em Cemitério do Esplendor. Disse que o filme estava marcado por um sentimento de desespero perante a possibilidade de trabalhar enquanto artista na Tailândia. Como é que esta preocupação afetou Fever Room?
Uma pesquisa na Internet permite ver o estado esquisito em que a Tailândia se tornou. Espero que as pessoas possam ver Fever Room e Cemitério do Esplendor* juntos, porque são obras “gémeas”. Elas preencherão a minha necessidade de me exprimir, complementam-se uma à outra. Falam de evasão e de regresso. O que não significa não trabalhar mais na Tailândia, mas as duas obras abrem um novo caminho que me estimula. Estou grato à ditadura militar de ter libertado a cólera em mim e em muitas outras pessoas, nos jovens artistas. Mesmo que as minhas obras falem de sonhos e de alucinações, sinto-me completamente maravilhado.

Maio, 2016, para o Festival de Automne à Paris.

 

ENCONTRO COM:
Apichatpong Weerasethakul
Susana de Sousa Dias e André Príncipe
São Luiz Teatro Municipal — 30 out – 18h30
Entrada livre (sujeita à lotação da sala)
  CINEMA — SÃO LUÍZ FORA DE PORTAS
Ciclo
Apichatpong Weerasethakul

Cinema Ideal — 27 out a 2 nov – 19h45
Em parceria com a Midas e o Cinema Ideal.
* Cemitério do Esplendor apresentado dia 29 às 19h45
 
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL
www.teatrosaoluiz.pt
R. António Maria Cardoso 38
Tel: +351 213 257 640
Como chegar:
Metro: Baixa-chiado (linha azul e linha verde)
Autocarros: 758
Eléctrico: 28